Saturday, 9 May 2009

09/05/09: Pedal Joe has completed 8500 kms, half of the planned journey


Pedal Joe´s contact in Ivory Coast:
+223-65850146

While the Brazilian Football Team defends its classification for the World Football Cup of 2010, comfortably, a lonely Brazilian presses on towards South Africa, Country that will host the games. Environmentalist, adventurous photographer, José Geraldo de Souza Castro, Pedal Joe, 51, at every moment demonstrates that, when one has a dream and sufficient courage to make it real, the impossible goal is just there, right around the corner.

His current exploit completes one year. On the 10th of May of last year, a dense fog was covering the sky of the Parisian summer, when a tiny go-kart moved by pedal, built and adapted specially for the trip by the Dutch company BERG Toys, began to pull itself slowly from the giant structure of the Eiffel Tower. Gradually, the initial route was drawn amidst magnificent sceneries until it reached the vast expanses of the Sahara. It was thus: France, Portugal, Spain, Morocco, Western Sahara, Mauritania, Senegal, Mali, Burkina Faso and, now, the Ivory Coast. The first stage of 8.500 kilometers ends this Saturday, the 9th, in the city of Bouaké, in the central region of the latter country.

Different from other projects, a mixture of adventure and a call to arms about the destruction of the environment, – “ World Cup Spain 82 ”, “ 'round the world ”, “ From Liberdade to Cristo-Rei ”, “ Old man Chico ”, “ Crossing of Guanabara Bay ” and “ In the Waters of the Tietê ” – the objective now is nobler: to attract the attention of the international community to two of the biggest problems that affect the vision of children around the world, principally in the poorest countries: Cataract and Glaucoma and, in so doing, to get funds for the program Sight First, a campaign of the Lions Clubs International.

The Sight First programme already restored the vision, through cataract surgery and the upgrading of ophthalmological facilities, to hundreds of millions of adults and children. To continue and to expand this initiative, the Lions launched the Campaign Sight First II, in which Pedal Joe takes part, with the objective to raise at least US$ 150 million.

The adventurer himself justifies: " I am always doing campaigns on behalf of the Environment, but I know that around the world there are thousands of children and adolescents who cannot see the colour green as it really is. These persons know a cataract only by the noise of the waters slamming against the rocks and know a bird only for its singing. We can revert this picture. If only each one of us would do a his or her part... It is as easy and as simple as preserving and cleaning our Planet ”.

It is not always a tranquil journey. There is an area controlled by a rebel militia (the cyclist's current whereabouts) and almost totally ignored by the official powers in Ivory Coast itself. But everything can become a classroom for knowledge including the contemplation of a country that does not exist, Western Sahara. Joe recounts his experience in the episode that he called 'the imaginary country':

" When I left Tarfaya, and after doing approximately 20 kilometers up to the city of Ada, the supposed frontier between Morocco and Western Sahara, I did not see any sign or indication of a frontier... no guards, no customs... nothing! Only the black carpet of the asphalt tearing the sand of the desert. It began there, my passage through a country that only exists in the world map and is recognized by the United Nations. After the withdrawal of Spain in 1975, Morocco, together with Mauritania, occupied the whole territory. Contradicting decisions and recognitions of international organisms, Morocco maintains the occupation of Western Sahara through 200.000 (Moroccan) settlers subsidized by the state. On the 22nd of February of 1982, the Sahrawi Arab Democratic Republic (SADR) is admitted officially as a member of the African Union. Progressively, 73 States of the World have recognized it. Up to 1990, there is a long succession of resolutions approved by different international organizations. They all emphasize the right of the people saharaui to self-determination and to independence... But on the ground, nothing changes: on paper, Western Sahara is a great nation... but in fact, it is a Utopia ", concludes Pedal Joe.

Next Monday, begins the second stage of the trip. Gradually, South Africa is looming near and, with her, the certainty for Joe of assisting to FIFA's first Football World Cup on that continent. Only 8.500 kilometers more worth of turns of the pedals.

Francisco Assis de Souza Castro, Journalist (publication authorised by the author)



Some historical background*

Deep blue eyes, thin nose, fine lips, hair always in disarray, an hollywoodian general aspect; thin body, mid stature and clear skin, though tanned by the constant exposure to the sun. All that, added to an uneasy spirit and to a pure soul, always ready to share the problems of his fellow men and women and, why not, of the world. José Geraldo de Souza Castro, Zé do Pedal (Pedal Joe), himself. And that makes him equal, yet different. He inspires surprise and trustworthiness wherever he passes, even if seen for the very first time.

A boy of poor origins, he was born in Guaraciaba, Minas Gerais, Brazil, on the 15th of July of 1957. Youngest child of four brothers, he lost his father, the self-taught teacher Luiz José Martins de Castro, when he was four months old. Abandoned, the mother, the maid Maria Auxiliadora de Souza Castro, three months after the death of her husband, moved to Viçosa, where, with great sacrifice, started to draw the trajectory of her progeny, transmitting with wisdom the teachings of respect, humility, simplicity, complicity and companionship, basic necessities for the survival of who had not experienced a golden cradle.

No novo domicílio, lavando roupas para estudantes da Universidade Rural do Estado de Minas Gerais (UREMG), hoje, Universidade Federal de Viçosa (UFV), dona Maria começou a preparar os seus filhos para a vida, oferecendo a eles aquilo que lhe fora negado: a educação escolar. Assim, em um ambiente humilde mas de muito carinho, José começou a ensaiar os primeiros passos, sempre procurando fazer algo para ajudar a sua mãe. Quando era inverno, na época bastante rigoroso, os agasalhos eram poucos e, após suportar o frio pelas ruas, havia sempre o aconchego do lar, onde a mãe o esperava, como a todos os irmãos, com uma fogueira acesa na cozinha do pequeno casebre. Acariciados pelos afagos da mãe e o calor do fogo, todos dormiam... José sonhava, ora dormindo ora acordado...

Em certa ocasião, praticamente foi adotado por alguns estudantes da Universidade, a quem prestava pequenos serviços, depois de levar ou trazer a trouxa de roupa que sua mãe lavava. Desta amizade com os alunos, surgiram laços mais fortes, como o caso de Joenes Pelúzio Campos, que ele escolheu para padrinho.

Em época de Natal e Dia das Crianças, José gostava de olhar os presentes na vitrine. Quando chegava em casa, confeccionava os seus próprios: eram bois de chuchu, carretas com rodas de pedaços de cuia e tantos outros. A vantagem era que os presentes da vitrine estragavam e seus donos tinham que comprar outros. Os de José não, estavam no próprio quintal.

Foi assim que passou sua infância: perambulando pelas ruas de Viçosa, em busca de um futuro que insistia em não chegar. Foi engraxate e jornaleiro. Vendeu pastéis aos passageiros dos “trens de ferro” que levavam e traziam gente e notícias. Mas também fez peraltices. Foram estas peraltices que o jogaram nas mãos de comissários de menores que o enviaram primeiro ao Patronato "Escola Agrícola Arthur Bernardes", hoje Centro Tecnológico de Viçosa (CENTEV), no Bairro Silvestre, em sua cidade; depois, para a Escola XV, no Bairro Quintino, no Rio de Janeiro. As autoridades que o enviaram para lá esperavam que ele criasse juízo. Não criou. Se ter juízo é viver escravo de convenções que determinam a passagem da maioria dos seres humanos pela terra, o Zé continua sendo um desajustado.

Ficou por pouco tempo confinado naquela "Casa de Passagem”. Mesmo assim, sofreu todo os abusos da sociedade. Foi privado de muitas coisas na adolescência. Porém, descobriu que existem muitos meios de se derrubar grandes obstáculos e viu que a persistência não é o mais prática, mas de todos, o mais eficiente. Um dia, aproveitando o descuido da segurança, fugiu. Reformatório, pensou, nunca mais. Hoje é um exemplo para os jovens mostrando que nem sempre a “ocasião forma o ladrão”. Teve todas as oportunidades para se tornar um marginal, mas o ensinamento e a persistência pela dignidade o tornaram o grande homem que hoje é "descrito", através destas linhas e de toda a imprensa.

No Rio, depois da experiência de interno como menor infrator, o ciclista encontrou o seu caminho em vários episódios. Dali partiu para uma missão quase impossível por que tinha certeza de que “o possível se consegue em pouco tempo e impossível demora mais um pouco”. Ali, o futuro começou em forma de presente. Como pode uma bicicleta mudar a vida de uma pessoa? Ou ainda, uma parte dela, os pedais, da determinar o destino de um aventureiro, transformando-o em ambientalista como um Dom Quixote em sua luta contra os moinhos de vento? De repente, o mundo, tão grande para os demais mortais, tornou-se pequeno para o Zé do Pedal.

Hoje, dedica-se ao meio ambiente. É secretário geral da Fundação S.O.S Planeta Terra, organização não governamental idealizada pelo ciclista em sua viagem; assessor para o meio ambiente do Distrito LC 12 e do Lions Clube de Viçosa; e embaixador da Ong Apua Várzea das Flores, de Betim/MG. Tem participação em várias organizações mundiais e é solicitado a participar de eventos para conscientizar as pessoas do perigo que corre o Planeta pela falta de água, provocada por desperdícios e poluição dos mananciais.

Sua luta e trabalho com o meio ambiente começou pelo Rio São Francisco, onde José pôde ver, fotografar e relatar com tristeza o modo como o ser humano é incoerente no cuidado com a natureza, atirando despejos e detritos nas águas do rio sem nenhum constragimento e, por outro lado, exigindo que as autoridades tomem providências para a preservação do ecossistema.

Os barranqueiros, como são chamado os moradores ribeirinhos, o receberam com muito carinho e aproveitaram sua voz para pedir ajuda ao rio em agonia pois sua morte trará a destruição de muitos lares. Famílias inteiras já sofrem na pele as conseqüências dos atos desumanos deixados por turistas e moradores das cidades grandes que ficam próximas às margens.

Esta viagem já lhe rendeu exposições em várias cidades do Brasil e do exterior, pos ele também é fotógrafo. Além disso, ministra palestras em escolas conscientizando as crianças quanto ao valor da água e o cuidado a ser tomado para que o futuro não seja marcado por uma seca pior das já existentes no nordeste e alerta sobre a possibilidade de verdadeiras guerras futuras por um simples copo de água.

Ambientalista, aventureiro, fotógrafo, humanista, pedalista, viajante, José ou, simplesmente, Zé. São muitos os substantivos que o apresentam e os adjetivos que o qualificam.

A infância vai-se longe, mas a esperança de que há sempre um lugar para se chegar continua empurrando o aventureiro em busca de novas emoções.

*Extracted from the book: “Pedals of Hope: the adventures of Pedal Joe” (Author: Francisco Assis de Souza Castro)


Pedal Joe thanks BERG Toys, University Photo and Buynet for their support.

For more information about SigthFirst:


Friends who have collaborated with the project:

Rosfrios Alimentos * supplements
BERG Toys * pedal go-kart
BERG Toys do Brasil * logistics
Deuter do Brasil * camping material
Foto Universitario * photographic material
Buynet * ISP - Internet Provider
Albergues Privados do Caminho de Santiago * food and lodgings
Caminho do Sol-Brasil * travel products
Fernanda Paz - Mindo Falcão * travel products

"In the last 70 years, the World's population has tripled. The demand for water increased six fold. If the present patterns are not modified, in 2025 four billion people will not have access to water."

"Water: a drop, a life... preserve them. For me... for yourself... for our Planet..." Pedal Joe (Zé do Pedal)

1 comment:

Maksi said...

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